Coloque um V em sua foto! .: junho 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Não sei quem, o mais provável é que tenha sido eu mesma, apesar de dar a liberdade a qualquer um que se interesse de mexer e remexer nos meus sentimentos... Não sei porque, mas vieram aqui e fizeram uma bola, um tipo de emaranhado deles [os sentimentos] e o enfiaram bem no meio da minha garganta; e isso me impede de falar, de me expressar... dificulta que eu coma, que eu beba, e ate mesmo que eu cante...
tem sido difícil.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Assinado eu

Já faz um tempo que eu queria te escrever um som.
Passado o passado, acho que eu mesma esqueci o tom.
Mas sinto que eu te devo sempre alguma explicação.
Parece inaceitável a minha decisão. Eu sei.
Da primeira vez, quem sugeriu, eu sei, fui eu. Da segunda quem fingiu que não estava lá, também fui eu.
Mas em toda a história, é nossa obrigação saber seguir em frente, seja lá qual direção.
Eu sei. Tanta afinidade assim, eu sei que só pode ser bom. Mas se é contrário, é ruim, pesado e eu não acho bom.
Eu fico esperando o dia que você me aceite como amiga, ainda vou te convencer. Eu sei.
E te peço, me perdoa, me desculpa que eu não fui sua namorada, pois fiquei atordoada, faltou o ar.
Me despeço dessa história e concluo: a gente segue a direção que o nosso próprio coração mandar, e foi pra lá.

Tiê.

terça-feira, 16 de junho de 2009

[in]abalável

Eu chamaria de misto. Aliás, composto de sensações e sentimentos.

Culpa, alívio, alegria, amor, frio, gana, desejo, saudade...

Talvez eu seja a pessoa que mais se perde ao tentar descrever o que há no mais profundo de seu ser, talvez eu seja a pessoa que melhor conhece o que não pode expressar. É, talvez;

O inverno veio, entorpecendo os rostos, deixando roxas as pontas dos dedos, mas aqueceu meu coração. Fez de mim uma pessoa melhor, e isso é um fato! Só não percebe quem não quer.

Me responsabilizei por meus atos, e até pelos que nem eram meus, coloquei pontos finais em histórias que parafraseei por meses, tanto que achava não ter mais fim.

Fiz a coisa que julguei certa, apesar do vazio que me trouxe, e de ter que aprender a segurar as pontas dessa solidão sem mais nenhuma ajuda.

Libertei um coração tão jovem, e tão cheio de vida, e tão divinamente meu... foi muito difícil vê-lo voar com as próprias asas, e por ventura não mais ter que precisar de mim. Pior ainda, foi me ver com as asas machucadas, e esperar que a recuperação venha com o tempo, aceitar que não terei mais um tipo de antídoto, uma máquina de sorrisos, um ombro, uma vida que eu julgava minha.

Mas é libertador! Salvei-o das minhas lamúrias. Desobriguei-o de uma certa escravidão, de uma angústia que poderia durar anos e anos, pra ambos. Dei fim, simplesmente assim.

Talvez eu seja a pessoa mais dramática e pungente que conheço, afinal, as coisas começam e terminam todo o tempo, pessoas vêm e vão de nossas vidas todos os dias, e cabe a nós saber por quem sofrer. E nesse caso não é sofrimento, é só saudade. Mas uma saudade dolorida e acompanhada de uma enorme aflição ao perceber que nessa noite fria de inverno, eu poderia estar em outro lugar, fazendo outras coisas;

Mas cá estou: no escuro; sentada em frente ao computador; com uma enorme vontade de fumar. Um choro agarrado na peito, que não passa da garganta, não quero deixa-lo sair, [seria fraqueza demais, e eu me descobri forte e robusta, inabalável até. Me entendo como alguém que sabe fazer escolhas e conviver com elas] afinal, depois de tanto tempo consegui fazer a 'coisa certa'.

Estou alegre, pode acreditar em mim, chateações pequenas não conseguirão acabar com o que construí com custo e suor...

E não me importa, as coisas sempre hão de se encaixar, e haverá sempre um outro alguém pra preencher o vazio e a saudade e até colorir mais do que você coloriu a minha vida, quem sabe. (?)



Pra que fique claro, não se trata de abandono, eu só renunciei. E foi preciso muita força, e coragem. Agora só dói, mas dor passa, assim como a vontade de ver e sentir a aura boa que me mostrava sempre; Feridas se curam, e o tempo é um ótimo remédio.

"Desejo que você tenha a quem amar, e quando estiver bem cansado, ainda haja amor pra recomeçar.

-Frejat

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Do espírito

"Olhe nos meus olhos, sou o homem-tocha
Me tira essa vergonha
Me liberta dessa culpa
Me arranca esse ódio
Me livra desse medo."

- Renato Russo


Ando num momento Legião... Um momento que nem ouço tanto as músicas, apesar de ter todos os álbuns, trata-se de um momento específico na minha vida que de quando em quando vem, um tipo de tratamento psiquiátrico.
Faz com que eu reflita, através de músicas escolhidas pelo meu coração. Não exatamente as letras, mas a emoção que traz ouvir Renato Russo cantando, as melodias, a mensagem que me traz, nenhuma outra banda traz; é um tipo de alívio.


[segue...]