Coloque um V em sua foto! .: março 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

Eu não quero mudar as coisas como estão, eu queria um mundo paralelo, onde eu pudesse fazer o que quisesse, sem ninguém que me enchesse o saco, e que só entrasse quem eu convidasse, e que saísse assim que eu expulsasse, seria ideal.
Entrada para raros, saca?
E nesse momento, se esse mundo existisse, eu sei muito bem quem eu levaria pra lá. E sei exatamente o que eu faria. Seria legal, seria bonito.
Cigarros, muitos. Sem privações.
Risadas, todas e algumas mais, sorrisos e lágrimas de alegria. Tocaria 'Stick with you' das Pussycat Dolls, e eu não enjoaria nunca de ouvir essa música chata.
Belas mãos, talento que faz falta, e eu escutaria coisas lindas, sem saber que são tão lindas assim.
Seria assim, simples e puro.
Mas a realidade paralela não existe, não enquanto eu estiver de cara. E é assim que eu pretendo estar. Sober total!
Não posso alterar a ordem dos fatores, não posso maltratar mais corações, não posso jogar nada mais pro alto, e principalmente, não posso, nunca mais me arrepender... coisa que tenho absoluta certeza de que vai acontecer de novo, e de novo, e de novo...
Porque eu sou a garota que sempre toma decisões erradas.


'You know how to appreciate me, I must stick with you my baby'
... no meu universo paralelo.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Sabe quando uma roupa não tem bom caimento?
Quando você olha no espelho e não se sente bem?
O que deve ser feito? Troca-se a roupa. Simples assim!
O meu problema é que eu não uso essa fórmula:


Roupa ruim + desgosto em frente ao espelho = troca de roupa.


Aliás, até uso, mas com outros elementos na equação;
Seria mais ou menos o seguinte:


Pessoa ruim + desgaste emocional = troca de parceiro.


Não ligo pra moda, e dane-se as roupas. Eu sou maluca!
E péssima em matemática.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Adoeci.
E reconheço que procurei adquirir enfermidades e moléstias ao longo da vida, reconheço que facilitei, e que agora não posso culpar ninguém além de mim.
Encontrei um motivo real pra procurar curas, mas a regeneração não pôde ser completada; antes mesmo de entrar em estado de convalescença a emenda não se concluiu.
Convalesci.
E sei que a recaída poderia não ter acontecido, sei que se eu esperasse um pouco mais e continuasse usando os remédios ou drogas {lícitas ou não} imaginárias da alma, nada disso teria acontecido.
Recaí.
E agora vou ter que recomeçar.


Eu deveria então acumular esperanças de um dia ainda dizer...
Sobrevivi?

terça-feira, 17 de março de 2009

Coffee break

A luminária ao lado do computador está acesa, são quase cinco da tarde, mas já escureceu faz tempo. O dia está nublado, como um típico começo de outono, e eu poderia dizer que sinto frio, e estou levemente arrepiada. Talvez então seja esse o motivo da caneca grande, com dizeres amorosos, cheia de café amargo e bem quente. Não, eu não gosto de café. Mas hoje subitamente senti vontade de tomar. Não queria outro sabor a não ser esse, quente/amargo/forte numa intensidade que só eu consigo alcançar.
A escuridão começou dentro de mim. Talvez o dia esteja lindo lá fora e eu não vi; As pontas dos meus dedos estão geladas, minha cabeça dói. Deve ser saudade.
É, talvez o seja.
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Não, eu não gosto de café.
É que em inexatas 31 horas tirarei definitivamente o hábito de fumar da minha vida. Não é só porque todos me pedem, não é pelos problemas que eu posso vir a ter futuramente que abalarão minha saúde, nada disso... Vou parar porque preciso, porque não me vejo em condições financeiras, nem físicas, nem psicológicas de manter esse vício. Têm me feito mal, apesar de sentir um enooooooorme prazer fumando, não nego.
Decidi então colocar o café como substituto. O gosto é horrível, causa mal hálito, insônia, mas fiz um teste e o café supriu um pouco a ansiedade que eu tenho, ansiedade essa que me dá vontade de fumar. Logo, assim será.
Tomara que eu não crie o hábito de ficar tomando café o tempo todo, dentes marrons são totalmente fora de moda.

E não, eu não gosto de café. Mas tomo.
{assim como não gosto de tantas outras coisas que tenho que engolir.}

sexta-feira, 13 de março de 2009

Inacreditável não é mesmo? Eu mesma não saber falar de mim, das coisas que sinto, das coisas que penso, que quero, que almejo...
Mas é verdade, não sei.
Não sei e nem quero saber, porque quando sei, me torno frágil e tão frágil que chego a ser fortemente influenciada por coisas e sensações que nem sempre são boas pra mim. Prefiro assim, sem saber, como fosse surpresa essa vida!
Ainda que nem sempre o sobressalto seja agradável, ainda que a reserva que nos fez o futuro seja num lugar não muito cômodo, acho melhor, acho mais justo.
Fiquei tanto tempo vivendo a mercê dos meus caprichos sentimentais e psicológicos que acabei esquecendo como é bom deixar a vida acontecer.
É por isso que quando você me pergunta o porque desses olhos marejados, não sei dizer.
E não busco mais mergulhar nesse mar dentro de mim...
Pra quê?
Pra quê ir tão fundo se posso contemplar tudo daqui?



- Às vezes é melhor não sentir. Às vezes é melhor só observar, porque com a mesma intensidade que a onda traz, ela leva.
E tudo vai, à medida que vem. E tudo nasce, na mesma proporção que morre.


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Esse negócio de beleza é tão relativo, tão (im)pessoal, tão sujeito a mudanças que não me conformo em me sentir incomodada por esse conceito tão trivial.
Confesso que nos últimos dias tenho me sentido feia, torpe, estranha...
Mas que diabos de pessoa eu sou, que vem aqui desde o início exaltar essa tal de 'beleza do estranho' e quando me sinto assim, fico mal?
Difícil dizer, ainda mais se tratando de mim, uma montanha russa de sensações, as quatro estações do ano, cores quentes e frias, guitarras distorcidas e solos de violino, tudo isso, todos os opostos distraindo uns aos outros, dentro de um só coração, de uma só alma.
Não teria alternativa a não ser a confusão, não é mesmo? Sim, sou a confusão vestida em trajes humanos. Confusão Mental;

Tanta {confusão} que fugi ao tema que aqui me trouxe nessa sexta-feira 13.
Eu dizia...
Que não posso defender uma coisa a qual eu não sei dominar, não posso vir aqui e dizer que nem tudo precisa seguir ao padrão pra ser bonito, se eu, que sou adversa a padrões me rebaixo e relaxo nessa situação. Não sou igual, e isso é bom pra mim, só preciso processar melhor essa idéia e me libertar dessa sensação monótona de subestimação em que me enfiei.
Afinal, o belo está nos olhos de quem vê.
E o que é estranho pra você, é muito, mas muito bonito pra mim.

ficadica.

fim.
Eu não sei o que dizer, sinceramente.