Inacreditável não é mesmo? Eu mesma não saber falar de mim, das coisas que sinto, das coisas que penso, que quero, que almejo...
Mas é verdade, não sei.
Não sei e nem quero saber, porque quando sei, me torno frágil e tão frágil que chego a ser fortemente influenciada por coisas e sensações que nem sempre são boas pra mim. Prefiro assim, sem saber, como fosse surpresa essa vida!
Ainda que nem sempre o sobressalto seja agradável, ainda que a reserva que nos fez o futuro seja num lugar não muito cômodo, acho melhor, acho mais justo.
Fiquei tanto tempo vivendo a mercê dos meus caprichos sentimentais e psicológicos que acabei esquecendo como é bom deixar a vida acontecer.
É por isso que quando você me pergunta o porque desses olhos marejados, não sei dizer.
E não busco mais mergulhar nesse mar dentro de mim...
Pra quê?
Pra quê ir tão fundo se posso contemplar tudo daqui?
- Às vezes é melhor não sentir. Às vezes é melhor só observar, porque com a mesma intensidade que a onda traz, ela leva.
E tudo vai, à medida que vem. E tudo nasce, na mesma proporção que morre.
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Esse negócio de beleza é tão relativo, tão (im)pessoal, tão sujeito a mudanças que não me conformo em me sentir incomodada por esse conceito tão trivial.
Confesso que nos últimos dias tenho me sentido feia, torpe, estranha...
Mas que diabos de pessoa eu sou, que vem aqui desde o início exaltar essa tal de 'beleza do estranho' e quando me sinto assim, fico mal?
Difícil dizer, ainda mais se tratando de mim, uma montanha russa de sensações, as quatro estações do ano, cores quentes e frias, guitarras distorcidas e solos de violino, tudo isso, todos os opostos distraindo uns aos outros, dentro de um só coração, de uma só alma.
Não teria alternativa a não ser a confusão, não é mesmo? Sim, sou a confusão vestida em trajes humanos. Confusão Mental;
Tanta {confusão} que fugi ao tema que aqui me trouxe nessa sexta-feira 13.
Eu dizia...
Que não posso defender uma coisa a qual eu não sei dominar, não posso vir aqui e dizer que nem tudo precisa seguir ao padrão pra ser bonito, se eu, que sou adversa a padrões me rebaixo e relaxo nessa situação. Não sou igual, e isso é bom pra mim, só preciso processar melhor essa idéia e me libertar dessa sensação monótona de subestimação em que me enfiei.
Afinal, o belo está nos olhos de quem vê.
E o que é estranho pra você, é muito, mas muito bonito pra mim.
ficadica.
fim.
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