Descobrir a liberdade não veio como uma pluma o vento, nem mesmo como uma brisa da manhã leve e quase imperceptível; ela veio com juros, altos e inexplicados e cá está a conta em minhas mãos e lá vou eu paga-la. Eu devia desconfiar que não seria fácil, que eu teria que me adaptar, mas não pensei que fosse em tão pouco tempo, pensei que haveriam acréscimos, empréstimos, mas não; me enganei mais uma vez.
A liberdade a que me refiro é a de estar sozinho, lembra-se? A liberdade de manter-se remoto a qualquer percepção alheia, seja ela de gosto ou desgosto;
Declarar-me livre acarretou tremores, insônia, falta de apetite, vontade de sumir, sensação de fraqueza quase incontrolável e impotência diante dos fatos da minha vida; Tudo isso junto a uma doce solidão e um amargo desespero fazendo de mim um misto de plenitude e alienação.
Mas o que posso fazer? Nesse momento minhas mãos estão atadas, meu corpo não me obedece, e meu cérebro parou, só funcionam as lembranças, as ruins, é claro.
Ver as realizações dos que vivem ao meu redor, não me afeta em nada. Sou indiferente a eles. Talvez você chame isso de egoísmo, mas eu sei que não é. Trata-se de amor-próprio.
Logo agora, cá estou eu, sozinha! Bem aqui, sentada, com as pernas e braços cruzados em frente ao fim da linha.
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2 comentários:
Ola rapaz! te encontrei em outro blog e achei teu blog. parabens pelos excelentes textos.
Gostaria de passar o endereco de um amigo que tambem escreve poesia e gostaria de ter alguns contatos neste meio: http://dksouthern.blogspot.com
Podes dar uma ajudinha?
Um abraco da Nova Zelandia
Meu blog: http://passby-shooting.blogspot.com (polaroid e PB)
ops, garota! estou perdido nas linguas!
Um baraco!
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