Não acho que seja assim, a vida.
É mais... muito mais.
Além de qualquer coisa que você consiga ver; vai mais longe, mais belo e mais profundo.
Achar que tudo se resume ao que você me impõe é a ratificação de que não sabe ver o todo de tudo.
O tudo que você quer, é pouco comparado ao que aspiro. O todo que você vê, é menor do que a metade do que sinto.
... acho que nunca vai perceber que é vazio e triste o seu querer, que mais do que você já tem, você precisa merecer ter.
Essa coisa que você julga perfeita, pra mim se desfaz, ensossa e frágil, pois se torna mais superficial a cada dia. Eu falo de sentimentos, de sensações... Falo de uma grande contemplação de espírito, falo de saber, de querer conhecer, se dar e às vezes se permitir receber.
Trata-se de proporcionar o alimento e o necessário pra vida, mas o alimento não engorda e o necessário não é tão sobejo e supérfluo, não excede a linha da perfeição lúdica, ilusória e esquisita.
A vida não é isso, meu rapaz: ter um emprego, uma namorada e uma guitarra elétrica. É preciso relacionar-se, entregar-se, e entender a subjetividade hostil que confronta com o companheirismo do tudo.
O tudo, forma o TODO, que você não sabe enxergar.
De vários todos se pinta um tudo, e a partir daí se formam gotas coloridas de todo, que se juntam e escrevem novamente... TUDO!
Não, não acho mesmo que seja assim, a vida.
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