Quando ela pôs os pés dentro de casa, já era madrugada, e seu coração estava voando, tal como seus pensamentos, e ela se sentia renovada, com algumas feridas ainda sangrando, e um certo medo das conseqüências de seus atos recentes. Mas o medo se esvaía a medida que ela sentia o pulsar mais forte de seu coração, e o cheiro bom que a fazia lembrar do quão maravilhoso era aquele homem.
Ela queria ter podido ficar mais ali, ou em tantos lugares que passaram juntos, porque aquelas quatro horas foram de enorme valia para ela, e para ele também, disso ela tinha certeza; e eles, estiveram felizes, e conversaram sobre a complexidade do ser humano... fizeram comparações desnecessárias dos relacionamentos atuais e se beijaram, como se beijaram. Mas eram os beijos mais sinceros, como fosse aqueles de tempos atrás, e as mãos dadas, os olhares tão fixos nos olhos do outro, e os planos de um possível futuro perfeito que o passado não os deixou completar;
Lá estava ela, viajando sem sair do lugar, sentada em frente ao seu computador, ouvindo Pink Floyd e recordando, e se gabando, comemorando...
... a volta do que nunca antes deveria ter ido embora.
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Um comentário:
hey miga!
adorei.
vc como sempre muita poética.
adoro a maneira como vc se expressa.
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