Eu me acho no direito de simplesmente entrar na sua vida sem pedir licença, arruiná-la de todas as formas que eu puder e sair ilesa, imune e sem pedir desculpas. Quanta pretensão, quanta ambição... logo eu tão reclusa, retraída em relação a sentimentos.
Mas eu bem sei que não é isso que vai acontecer... Eu já tô preparada pra me dar muito mal, pra variar um pouco. Já sei que vou tomar decisões erradas, por medo. E sabe de uma coisa? Acho até que quem vai sair ileso é você. Sempre foi mais forte que eu, mais preparado, apesar de disfarçar bem uma inocência quase infantil.
Eu já tô me magoando, meu coração ta machucado e as feridas não param de sangrar. Não é culpa sua, nem de qualquer outra pessoa além de mim.
Sozinha, eu fiz muita gente chorar, desfiz laços, senti medo de até onde eu poderia ir com tanta confusão.
A verdade é que eu me confundo, e acabo levando muita gente comigo pra esse turbilhão de sensações, sentimentos, medos, infortúnios, mágoas e tristeza.
Concordo que cada um tem que ficar com quem se sente bem, com quem ama. Mas isso nunca vai acontecer naturalmente, nunca vai acontecer suavemente, nunca vai acontecer sem turbulências se eu for uma das pessoas envolvidas. Esse conceito de amor romântico onde o mocinho salva a mocinha e vivem felizes para sempre nunca existirá pra mim...
Nos meus contos de fadas, as mocinhas são doidonas, bebem pra caramba, se envolvem com mais de um mocinho, com outras mocinhas {e às vezes até com o vilão}, e se sentem bem assim; superficialmente bem.
O problema está em querer que as coisas fossem mais normais. E mais suaves, e mais românticas... como nos contos de fadas de verdade.
Que eu seja feliz pra nunca, então.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário